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»jose valdir (05-02-2012)  


Porque gostei, peço licença à jornalista Marlene Rolim (foto) para publicar aqui neste Mural

O texto levou-me ao passado, quando vivi os melhores momentos da minha vida, minha infância querida.

"Nas minhas preferências climáticas, gosto do dia ensolarado, todavia a chuva me fascina e até ouço o seu cantar, orquestrado com a sonoridade das gotículas batendo no solo. É o inverno que trás a tona minhas lembranças, entre elas, as de tempos idos e vividos em Porto Velho, não por causa da muita lama naqueles tempos, pois até hoje, ela ainda continua esparramada em vários bairros, com exceção das ruas centrais. Mas, pela beleza da cidade com suas peculiaridades próprias, pacífica e acolhedora, próprias de um lugar em formação. Um domingo destes, ao cair da tarde, sem agenda para cumprir, saí com meu marido, Geraldo Rolim, para dar uma volta de carro, no asfalto molhado por uma torrencial chuva que caíra recentemente. O cenário parecia sombrio, pois o calor fora amenizado pelas águas que acabaram de cair. As luzes já estavam acesas e, percorrendo por alguns bairros periféricos, observei rodas de pessoas, sentadas em cadeiras sobre suas calçadas e, harmonicamente, interagindo umas com as outras, trocando sorrisos e, naturalmente, desfrutando de uma felicidade do tamanho dos seus universos. Como dizem que o pensamento voa, repentinamente, voltei ao passado, há algumas décadas atrás, quando aqui cheguei e esse comportamento de pequenos grupos reunidos nas frentes das casas, fazia parte do cotidiano. Todavia, quase sempre às escuras, pois a luz elétrica era em dias alternados e até às 22 horas. Não tinha televisão e tampouco internet, mas, também, não existia esta exacerbada violência que hoje tomou conta desta capital. Os delinqüentes eram primários, diferentes dos profissionais que aqui aportaram vindo de outras plagas, trazendo na bagagem uma esteira de vícios e especialidades nos mais extravagante crimes. Enquanto percorríamos os trechos, eu e o Geraldo questionávamos sobre a segurança daquelas pessoas, nas frentes de suas casas, bem a vontade, sem medo de um a assalto ou outros delitos afins. Qual seria a segurança delas? Ou será que o medo é que faz tremer o nosso consciente? Isso seria possível se não houvesse, diariamente, uma gama de violência estampada na mídia, a nos alertar para o perigo. Mas, a bem da verdade, ficamos curiosos com a serenidade daquelas pessoas!" (Marlene Rolim)
Este texto foi publicado no jornal eletrônico www.gentedeopiao.com.br




»jose valdir (04-02-2012)  


O QUE FALAM POR AI, POR AQUI E POR ACOLÁ
(...)Abobrinhas e beterraba

Agora, esse mundo dourado de riquezas, promessas, ofertas, obras e fartura vai ganhar outro e inesperado púlpito: um espaço de brilho, luzes e discussões mundanas, terrenas, insinuantes, quase lascivas. Começa na terça-feira (10/1) a 12º edição do ‘Big Brother Brasil’, o reality showda Globo que arrebata o país por 12 semanas no seu jogo canalha de perfídias, traições, intrigas e sensualidade explícitas, onde garotas curvilíneas e garotos musculosos, todos transbordantes de hormônios e carentes de neurônios, desfilam suas abobrinhas em diálogos patetas e reflexões idiotas. O jornalista Eugênio Bucci, professor de Ética Jornalística da ECA-USP e da ESPM, de São Paulo, tatuou o BBB como “o mais deseducativo programa da TV brasileira, onde a fama justifica qualquer humilhação”.

Na TV, onde nada se cria e tudo se copia, a Record também tem sua versão BBB, “A Fazenda”, com mais roupa e a mesma dose intragável de papo imbecil. A personal trainer Joana, a vencedora da versão 4 da Fazenda, que acabou em outubro passado, arrebatou R$ 2 milhões após encontrar uma beterraba premiada, entre outros sofisticados desafios intelectuais.

Apesar dessa crônica indigência, mais de 130 mil jovens brasileiros se inscreveram para o BBB12, ao longo de sete meses, filtrados em seletivas regionais em 10 capitais. É uma febre televisiva que pode parar até a maior cidade brasileira, São Paulo, onde chega a bater em 40% do Ibope, o que significa quase dez milhões de telespectadores, metade da população da Grande SP.

A vencedora do BBB de 2011, a modelo paulista Maria Helena, 27 anos, de São Bernardo do Campo, faturou um cheque de R$ 1,5 milhão ganhando o voto por telefone de 51 milhões de pessoas. Se fosse candidata a presidente em 2010, Maria Helena, capa da edição de junho de 2011 da revista Playboy, teria derrotado José Serra por mais de sete milhões de votos e perderia para Dilma Rousseff por menos de cinco milhões.

Boninho, o diretor do BBB, apimentou a receita em 2012, para horror do pastorMalafaia, infiltrando quatro homossexuais entre os doze sarados concorrentes. “Três dos quatro gays são mulheres”, adiantou o lúbrico Boninho no seu tuíter. Ele não disse, mas o programa de 2012 terá também a atração extra de duas evangélicas, a assistente comercial mineira Kelly, 28 anos, e a zootécnica baiana Jakeline, 22. O empresário Danilo Leal, 45 anos, pai de Jakeline, acha que a filha vai resistir bem ao paredão impiedoso do BBB, apesar de evangélica: “Ela não é recatada. Espero que Jakeline aproveite bem seus 15 minutos de fama e faça o pé de meia”, reza o empresário, dando sua sanção paternal para o que der e vier.

Não se sabe ainda o tamanho do fio-dental que as duas evangélicas vão exibir na casa mais vigiada do Brasil, nem o salmo que irão recitar debaixo do edredom, cercadas por tantas câmeras indiscretas. Não deixa de ser simbólico que, cinco séculos após ser cravado nos portões da igreja de Wittenberg, o credo rigorosamente puritano e austero fundado pelo cisma de Luterano infiltre duas crentes assanhadas e iconoclastas no cenário conspícuo do programa mais ímpio da maior rede brasileira de TV aberta. A explicação, certamente, não está nas páginas lambidas da Bíblia dos templos e igrejas desta terra supostamente laica, mas nas cédulas louvadas do dinheiro ungido pela graça divina e pela licença dos homens neste país tropical, que Jorge Ben resumiu como “abençoado por Deus e bonito por natureza”.

A louvação ecumênica ao dinheiro pintado pela hipocrisia de todos os credos esclarece, em parte, a progressiva invasão destes templos cada vez mais eletrônicos, escancarados por vendilhões cada vez mais acessíveis a espertalhões cada vez mais abusados no assalto à boa fé de sempre dos desesperados.

O velho evangelista Kenyon, profeta dessa cínica doutrina da prosperidade, poderia traduzir este Armagedom moral com o mantra invertido da religião de resultado que inventou: o que eu possuo, não confesso.

* Luiz Cláudio Cunha é jornalista.
[cunha.luizclaudio@gmail.com]




»jose valdir (03-02-2012)  


RONDÔNIA: DE PEDAÇO EM PEDAÇO, UMA HISTÓRIA

O livro já teve sua primeira edição esgotada e a segunda sairá brevemente.
É constituído de três partes: a primeira, conta a história de Rondônia, desde os primórdios de sua existência, ainda quando terras amazonenses e mato-grossenses.
A segunda, registra a vida do autor em Rondônia e Rondônia na vida do autor.
Por fim, o livro conta a história de todos os municípios de Rondônia, um por um, desde a origem de cada um, perpassando pelos aspectos geográficos, econômicos, políticos e sociais, até os dias de hoje.

É apresentado pelo médico Jacob de Freitas Atallah (ex-prefeito de Porto Velho, deputado estadual e secretário de educação de Rondônia) e tem prefácio assinado pelo jornalista e poeta popular Adaídes Batista dos Santos (Dada), membro da Academia de Letras de Rondônia-ACLER




»myosotys (31-01-2012)  


Zulzinho, quero dizer, Poeta Valdir:

ah, é zulzinho mesmo, pronto.
Assim te chamo, assim gosto de chamar.
Tu és azul como as palavras lindas que escreves.
Sou tua fã.
um beijo
zulzinha




»não se identificou (29-01-2012)  


Meu amigo Valdir,


Tu que és o poeta das flores e cantas a beleza feminina como poucos e até ensinas como se aproximar (se possível) desse mistério profundo e eterno que é a mulher nas suas principais dimensões: mãe, esposa e filha. Convido-te para conhecer (se conheces, desculpas...) uma mulher poeta (não gosto do termo poetisa) denominada Martha Medeiros – uma gaúcha linda, casada, 2 filhas e... acima de tudo LIVRE na poesia.

Pois é compadre: as mulheres, assim como as flores, são surpreendentes, quando menos se espera elas floram... Um aviso: Um duende que mora no jardim que rodeia minha casa, disse-me que elas (as mulheres) no fundo, sabem de tudo, e que nós “homens” somos só conduzidos. Eis o texto da escritora, jornalista e poeta Martha Medeiros

“Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor, mas permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar, mas não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada (então fique comigo quando eu estiver chorando). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem… Gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes. Me enlouqueça uma vez por mês, mas me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca. Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos, me faça massagem nas costas. Me rapte! Mas se nada disso funcionar, experimente me amar.”
Martha Medeiros




»israel miranda de sousa (29-01-2012)  


Oi, boa tarde!

meu nome e Israel. Queria lhe fazer uma pergunta.
Você conhece um povoaddo chamado "Segredo"? Me responda, por favor.
Meu endereço no orkut é Souza_miranda@hotmail.com




»jose valdir (28-01-2012)  


Prezado leitor:
Quem pode lhe ajudar é o amigo colaborador deste site, João Paulo
Ao ler este mural, ele, com certeza, postará a matéria para que você possa ler e rever os dados novamente.
Grande abraço




»Carlos Alberto (26-01-2012)  


Há algum tempo localizei aqui a votação dos eleitos para senador e cargos legislativos de deputados federais e estaduais neste espaço referentes a 1982 em Rondônia, mas agora não encontro esses arquivos.

Alguém pode me ajudar?




»VIRIATO MOURA (25-01-2012)  


FOTOGRAFIA: A ARTE DE CAPTAR O MOMENTO


Os instantes sempre são outros. Henri Cartier-Bresson, um dos mais importantes fotógrafos do século 20, escreveu: "De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório". A oportunidade de captar a imagem através de determinada fotografia é, portanto, única. Ainda que se fotografe algo inerte e no mesmo ângulo , as circunstâncias em que a foto é feita voa sem parar do pretérito para o futuro nas asas incansáveis do tempo.

Ao congelar o momento, a fotografia oportuniza à imagem captada deixar-se ver mais, por mais tempo, e com maior acuidade. Paradoxalmente, a imobilidade, que se antagoniza a concepção de vida, possibilita vida duradoura ou até perene ao instante único e definitivo fotografado. Definitivo porque único, impossível de ser reproduzido tal qual foi. Ao acionar o botão da câmera, o fotógrafo, consciente ou não de seu ato, registra um átimo de sua existência e da existência do mundo na dimensão da imagem que fotografa.

Uma imagem, como se sabe, vale mais do que muitas palavras. Há algumas que, por mais bem descritas que sejam, não serão suficientemente mostradas como faz a fotografia, porque é através dela que os instantes se expõem tal como são. Daí a importância da fotografia como documento, como testemunha de um acontecimento, de uma existência.

Ao contemplarmos uma foto, geralmente vemos muito além das imagens nela contidas. Viajamos no tempo de nossos sentimentos. A fotografia se transmuta a cada olhar. Que é sempre pessoal, contextualizado à individualidade de cada um de ver as coisas, de ver a vida. Acrescentamos ou subtraímos da foto formas, cores, sabores, sons e até odores. Sensações, enfim. Por vezes, recriamos a imagem vista a ponto de a sentirmos outra, diferente daquela que o fotógrafo clicou. Porque arte que é, a fotografia tem o poder de transmitir a quem a vê além do propósito de quem a fez. Os estímulos captados por nossos órgãos dos sentidos exumam nossas vivências passadas, nossa história existencial, dando-lhes a vida que, por vezes, a memória enterrou.

A fotografia, na condição de arte, é plantada no jardim dos significados. Há jardins férteis, onde a terra faz crescer tudo que nela se plantar. Mas há terrenos áridos, onde em se plantando nada ou quase nada dá. O que para alguns poderá contar uma longa história − talvez de uma vida inteira −, fazer rir ou chorar, para outros não passa de uma visão muda às suas emoções surdas.

O valor de cada foto é, fundamentalmente, emocional. Uma foto pode ser tecnicamente bem feita e nada dizer em termos de arte. Porque não dialoga com a emoção de quem a consome. A qualidade artística da foto nem sempre está na dependência da qualidade da câmera que a registra. Por vezes, um equipamento simples em mãos talentosas pode captar muitas emoções: encantos e desencantos.

O sentido estético do belo e do feio contido na fotografia por vezes transcende a lógica dualista que os paradigmas definem como belo e como feio. "Quem o feio ama, bonito lhe parece", diz um adágio popular. Há gosto e desgosto para tudo. Ao fotografo cabe explicitar em suas fotos sua verdade estética, que pode agradar ou desagradar, ser compreendida ou não. Nem sempre é pelo número de pessoas que cativa com o seu gosto estético que se deva atribuir maior mérito ao autor de uma foto. Ele pode estar propondo uma nova linguagem, um novo estilo de expressar sua arte. As pessoas podem não conseguir sintonizar com sua proposta de pronto. Ser reconhecido nesse mister, por vezes leva tempo, muito tempo. A história da arte mostra alguns desses exemplos.

A intenção do fotógrafo pode ser subestimada e até anulada por quem vê a foto por ele feita. Ao mostrá-la, como acontece com tudo que se atira em direção às emoções alheias, seu autor corta o cordão umbilical que o une sua obra, e a entrega de coração aos sentimentos do mundo que a contemplará. Com bons ou maus olhos.

Uma ressalva: muitos apenas apertam o botão da câmera fotográfica, sem se deter na importância e na extensão de seu ato. Esses, sequer devem sem considerados autores da foto – agem apenas como acionadores do clique. O que tipifica a autoria da fotografia enquanto expressão artística não é o ato em si de fotografar, mas a intenção em relação a imagem captada.

Em sendo uma das artes visuais, a fotografia está autorizada a romper com os conceitos e preconceitos e a pular de cabeça e sem medo na dimensão da fantasia, do inusitado, do imponderável e até do absolutamente incompreensível. É a licenciosidade poética de que a fotografia precisa para se assumir de modo eficaz à condição de instigadora de emoções. Esta, definitivamente, a razão de qualquer expressão humana que pretenda ser arte.




»jose valdir (22-01-2012)  


Amigo Viriato:
Eles, os governantes, sabem que o planejamento evitaria essa situação, mas adoram que os organizadores dessas festas populares fiquem de pires na mão pedindo, implorando apoio e ajuda para, depois, os próprios pedintes valorizarem tal atitude, dizendo que se não fosse a ajuda de fulano ou de beltrano, isso ou aquilo não teria sido possível. Assim, sensibilizam a população para o grande feito desse ou daquele gestor, que, na verdade, nada mais fez do que sua obrigação.
Para eles, esses governantes, liberar recursos sem nenhuma reclamação, sem que a mídia noticie que os recursos vão sair, que está havendo negociação, que os recursos já estão empenhados, que logo, logo, serão repassados etc e tal, é ir contra à tradição e cultura da administração pública.




 
 

 

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