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36- Mural de Recados
Clique aqui e deixe o seu recado !!!




»jose valdir (18-07-2010)  


Amigos e amigas do Mural:

desde sexta-feira encontrava-me viajando pelo interior do Ceará, visitando os municípios de Baturité, Guaramiranga, Aracoiaba e Pacoti.
É meu desejo escrever um livro sobre o Ceará e seus municípios e, por isso, já estou em campo.

Só hoje tive condições de atusalizar o material do Mural.

Ao finalizar, quero agredecer o retorno a este Mural dos amigos Aldenir e Menezes.

Abraços!




»Viriato Moura (17-07-2010)  


Estimado Aldenir,

Agradeço-lhe pelas palavras elogiosas a meu respeito. Que bom encontrar você mais uma vez no site do nosso querido Valdir que, como você, é gente muito boa e querida.
Receba meu sincero e fraternal abraço.
VM




»aldenir Courinos Lima (17-07-2010)  


Cara Senhora Maria Vânia:

Inicialmente o grande prazer de cumprimentá-la e desta forma manifestar nossos parabéns pela chegada da sua terceira netinha “NAOMI MARIA”. Que seja bem vinda com as bênçãos da Pai Celestial, será mais um elo na cadeia do amor que prende vossos corações.

Extensivos a sua filha Vanessa Joice.
Abraços




»Menezes (16-07-2010)  


Olha a friagem, viu!

Não estava eu hibernado. Não e não mesmo. Mas que a friagem nestas paragens, nos últimos dias, está fazendo muita gente recolher-se ao abrigo cedo da noite, como se dizia nos bons tempos, está mesmo.

Por falar na dita, caro Valdir e demais amigos e colaboradores deste Mural de Recados, vem-me à memória a figura do extinto Padre Chiquinho, de cuja lembrança, eu, o colega Adaídes e muitos outros, já nos referimos, aqui mesmo, anos idos. O Santo Homem nos deixou em meados de 70 e do que registro em memória, num dia de muito frio por aqui. Foi inumado no então recém-implantado Cemitério São João Batista, situado à margem esquerda da BR-364, entre o atual trevo da Campos Sales e o acesso à estrada da Colônia Areia Branca. O local serviu de campo santo pouco tempo. Hoje, os restos mortais de Padre Chiquinho repousam no Santuário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Areal, por conta da bondade do também Santo Padre Mário Castagne. Desse assunto o fraterno Dadá sabe muitíssimo bem.

Não queria ser portador de mensagens que mais parecem retratar tristeza. Todavia, tenho que reportarmo-nos sobre aqueles que marcaram suas presenças em nosso meio, antes de tudo, soa-nos como a prática de um exercício cívico, cousa hoje relegada por muitos, mas que a nós, reitero, um culto à memória dos que já não estão entre nós, fisicamente.

Falei de santos homens. Todavia, não poderia olvidar da memória da inditosa "Maria Pretinha" . Em fins da década de 60, no auge da cassiterita era o Mocambo um bairro bastante populoso. Dotado de pensões, hospedarias, bares, restaurantes e estancias para moradia. Maria Pretinha era uma das moradoras do lugar, ou seria apenas notívaga, vez que durante o dia quando criança, costumava vê-la andar de bar em bar, sempre a implorar um gole da branquinha. Não tinha preferência. Katira, Tatuzinho, Januária eram-lhe doses do melhor scoth. Numa fria manhã, o mocambo despertou com a notícia do passamento de Maria Pretinha. Fora encontrada submersa nas águas do igarapé que limitava as ruas 3 de Maio, no Mocambo com a Esrom de Menezes, Areal.

E a Tucandeira, cuja lembrança dias idos foi-me também provocada pelo Valdecir, antigo Bombeiro , filho do extinto André Miranda. Sobre Tucandeira, recordo-me do incêndio do qual a mesma foi vítima de danos materiais, posto que teve seu acervo de jóias destruido pelo fogo que também consumiu as instalações de sua residência, a qual era de madeira. Contou-me Valdecir: Tucandeira contava muita história e estórias, dentre as quais a de ter tido como amantes, muitos políticos importantes das terras de Rondon, inclusive um que teria sido governador e deputado federal.

As alinhavadas supra, apenas para fazer com que este eterno aprendiz saia de vez do hibernato, não pela friagem, mas por ter estado ausente deste Mural por algum tempo. Dito isso, conclamo aos demais colegas a frequentarem o Mural.

Fui. Antes, porém, terei que estender-me ao Bétus Bar ou ao Bar do Bigode a fim de um aperitivo, o que nos velhos tempos poderia ser uma caipirinha. Hoje, não mais que 10ml de gotas etílicas.




»Maria Vânia Leite Negrão PVH-RO _11/07/2010 (11-07-2010)  


Boa noite Querido Mano

Passando para falar de felicidade, e do novo recomeço para minha existência...
enfim relatar um fato novo e especial, nasceu minha 3ª netinha "NAOMI MARIA" filha da minha filha caçula - Vanessa Joice, que nos trouxe muitas alegria, felicidade e amor.
Beijos saudosos e até breve!!!




»aldenir Courinos Lima (09-07-2010)  


Meu caro Poeta José Valdir:

Desejo que tudo esteja bem com o prezado amigo e todos do Mural...

breve estarei colaborando com alguma coisa que seja de proveito.

Abraços




»aldenir Courinos Lima (09-07-2010)  


Dr. Viriato Moura:

Seu artigo “Recordações do velho São José” me trouxe a um passado saudoso, que resolvi lhe trazer um reconhecimento pela sua postura louvável de permanecer nesta terra, diante da implacável choque, diferença do ambiente de trabalho.

Na verdade foi mais uma das suas qualidades como médico, e acho que teve uma influência poderosa do exemplo do mano Adelino, que soube praticar o seu sacerdócio medicinal. Tenha certeza que faz parte da nossa história, pela conduta que tem na medicina, dfrente aos critérios adotados diante dos atendimentos cirúrgicos.

Sua missão é tão altamente simpática e generosa, que por muitos anos vem se desenvolvendo com carinho e desvelo. És um amigo a quem estremecíamos um sábio profissional a quem subidamente respeitamos.

Quando aqui chegastes, de ser um ilustre filho desta terra, ornamento da ciência médica aliando à sua alta competência, tornando-o extremamente querido por todos nós.

Minhas saudações, e não veja nelas a mais pequena sombra de lisonja, mas tão-somente a expressão calorosa e sincera da mais justa e merecida homenagem que lhe podia prestar, quem tanto admira o seu belo esforço e a sua radiosa inteligência.




»Alfredo Ozi Galvao (01-07-2010)  
CAPÃO BONITO, 26 DE JUNHO DE 2010-06-26
OLÁ COMO VÃO VOCÊS? ESPERO QUE ESTEJA TUDO EM PAZ SOU LEITOR ASSÍDUO DE LIVROS, QUAISQUER QUE SEJAM DESDE QUE TENHAM QUALIDADE E ALGO A NOS DIZER. MORO NUMA CIDADE DO INTERIOR DE SÃO PAULO CHAMADA CAPÃO BONITO, FICA PERTO DE SOROCABA. TENHO UMA PEQUENA COLEÇÃO DE LIVROS A MAIORIA DE SEBOS E ADQUIRIDOS PELA MINHA MÃE, OS QUAIS EU PRESERVO ATÉ HOJE. INFELIZMENTE ELA JÁ É FALECIDA. VENHO POR INTERMÉDIO DESTE EMAIL LHES FAZER UM PEDIDO. GOSTARIA DE RECEBER UM EXEMPLAR DESSA CONCEITUADA EDITORA. O MOTIVO PELO QUAL FAÇO ISSO, LHES VOU SER BEM SINCERO, É A IMPOSSIBILIDADE ATUAL A QUAL ME ENCONTRO DE ADQUIRIR NOVOS EXEMPLARES PARA MINHA LEITURA, VISTO QUE ESTOU PASSANDO POR NECESSIDADES FINANCEIRAS. INFELIZMENTE ESTOU DESEMPREGADO. MAS É SOMENTE UMA FASE ESTOU TENTANDO REINGRESSAR NO MERCADO DE TRABALHO NOVAMENTE. DEUS QUEIRA QUE SEJA SOMENTE POR UM CURTO PERÍODO. TORÇAM POR MIM. O LIVRO, CASO VOCÊS TENHAM CONDIÇÕES DE ME PRESENTEAR, PODE SER SOBRE QUALQUER ASSUNTO, NÃO IMPORTA. VOCÊS EDITAM TEXTOS INTERESSANTÍSSIMOS SOBRE OS MAIS VARIADOS TEMAS E COM UMA QUALIDADE INDISCUTÍVEL. GOSTO DE QUALQUER TIPO DE LEITURA E PODE SER ATÉ DE EDIÇÕES PASSADAS OU USADOS MESMO. O QUE ME IMPORTA É O CONTEÚDO INTELECTUAL QUE ELE VAI ME AGREGAR. FICO UM POUCO ENVERGONHADO DE ESTAR PEDINDO, MAS FOI A FORMA QUE ENCONTREI DE TENTAR, PELO MENOS, E QUEM SABE CONSEGUIR. REPETINDO AQUELE JARGÃO ANTIGO DE QUE O “NÃO” EU JÁ TENHO, SÓ SABEREI OU SABERIA SE HAVERIA O SIM SE TENTASSE, E É ISSO QUE ESTOU FAZENDO. ESPERO QUE NÃO FIQUEM CHATEADOS, NEM SE ZANGUEM COMIGO, MAS SERIA MARAVILHOSO TER EM MINHA ESTANTE UM LIVRO DE VOCÊS. SERIA UM PRESENTE VALIOSÍSSIMO E INESQUECÍVEL. ESPERO QUE TENHAM UM FINAL DE ANO COM MUITO SUCESSO E QUE SEUS AUTORES, OS QUAIS VOCÊS PUBLICAM, ATINJAM CADA VEZ MAIS VENDAS, E QUE A EDITORA CRESÇA CADA VEZ MAIS, TANTO ECONÔMICA, QUANTO SOCIALMENTE, TRAZENDO BENEFÍCIOS ÀS CLASSES MENOS FAVORECIDAS E AMPLIANDO O CONHECIMENTO DAS MAIS ABASTADAS. SEI QUE É COMPLICADO O MERCADO EDITORIAL NUM PAÍS COMO O BRASIL, CUJA LEITURA, PRINCIPALMENTE ENTRE OS JOVENS É CADA VEZ MAIS ESCASSA E CUJO PRAZER PELA LEITURA, O QUAL DEVERIA SER INCENTIVADO NAS ESCOLAS, NÃO SEI POR QUE CARGAS D’ÁGUA, É TÃO DESISTIMULADO, TALVEZ PELOS BAIXOS SALÁRIOS DOS PROFESSORES OU QUEM SABE PELO POUCO INCENTIVO DOS PAIS ATUALMENTE EM VEREM SEUS FILHOS ESTUDAR. ENFIM, ESPERO, ALIÁS, ESPERAMOS TODOS QUE OS JOVENS E SOBRETUDO, A QUEM LHES CABE ENSINAR, OU SEJA, SEUS PAIS E PROFESSORES, CRIEM NELES ESSE HÁBITO TÃO IMPORTANTE QUE É O SABER E QUE O PAÍS CRESÇA COLOCANDO VALORES ÉTICOS E MORAIS EM SEUS CIDADÃOS, COMO GENEROSIDADE, EDUCAÇÃO, RESPEITO AOS MAIS VELHOS E ÀS CRIANÇAS, ETC..., FAZENDO ASSIM QUE A POPULAÇÃO VOTE CONSCIENTEMENTE E COLOQUE NO PODER PESSOAS INTERESSADAS REALMENTE EM VER UM PAÍS MAIS JUSTO, TANTO NA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, QUANTO EM MATÉRIA DE SAÚDE, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO. DE QUALQUER MANEIRA FOI BOM LHES ESCREVER ME FEZ BEM NESSE MOMENTO EM QUE ESTOU UM POUCO DEPRIMIDO. É MADRUGADA DE SÁBADO JÁ, HOJE DE MANHÃ, QUER DIZER, ONTEM DE MANHÃ, O BRASIL EMPATOU COM PORTUGAL PELA COPA, ISSO CAUSOU UMA CERTA FRUSTRAÇÃO AQUI ENTRE OS TORCEDORES E CREIO QUE EM TODO O PAÍS. PARECE QUE OS POVOS DE TODAS AS NAÇÕES DEPOSITAM EM SEUS JOGADORES TODA EXPECTATIVA DO MUNDO. É INTERESSANTE A COPA UNE TODOS NUM IDEAL SÓ. VENCER. SE SENTIR ESPECIAL E PROPORCIONAR ORGULHO A SUA GENTE. ESTOU NA FRENTE DO COMPUTADOR, E ME SINTO FELIZ, ACHO QUE ESTAVA SENTINDO FALTA DE FALAR COM ALGUÉM. SEI QUE QUEM VAI LER É ALGUÉM ESPECIAL E ATENCIOSO. ACHO QUE JÁ TOMEI MUITO DO SEU TEMPO. AGUARDO ANSIOSO UMA RESPOSTA E DESEJO NOVAMENTE TODO SUCESSO DO MUNDO A VOCÊS, QUE VOCÊS CRESÇAM CADA DIA MAIS E LEVEM CULTURA A TODOS QUE NECESSITAM DELA. LER FAZ BEM AO ESPÍRITO, À ALMA EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA DA VIDA, SEJA BOA OU RUIM. SUCESSO CADA VEZ MAIS, UM FORTE ABRAÇO. DEUS LHES PAGUE. ALFREDO OZI GOSTO DE RECEBER CARTAS PELO CORREIO, SE NÃO FOR PEDIR DEMAIS. SOU DO TEMPO ANTIGO AINDA. CASO OBTENHA RESPOSTA AQUI SEGUE MEU ENDEREÇO ALFREDO OZI GALVÃO RUA SILVA JARDIM – 615 – CENTRO – PENSÃO CIDADE DE CAPÃO BONITO – ESTADO DE SÃO PAULO CEP 18300020 – BRASIL MAIS UMA VEZ AGRADEÇO A ATENÇÃO DISPENSADA. MUITO OBRIGADO.




»Viriato Moura (28-06-2010)  


INJUSTIÇA PRECONCEITUOSA

A maioria de nós é muito injusta com os idosos. Porque tenta lhes suprimir o direito da existência plena.

Nossa benevolência com os jovens, a quem permitimos existir plenamente, choca-se com as limitações que queremos impingir aos idosos.

Quando alguém com 20, 25, 30 anos ou um pouco mais faz algo ridículo, achamos engraçado, próprio da juventude. Enquanto que basta que um idoso se atreva a fazer coisas que um jovem faz habitualmente para que o achemos ridículo.

Ao avançar pela terceira idade, a pessoa vai perdendo a cor, o brilho, e até o significado à percepção de seus convivas. Às vezes se torna, ao olhar de mais jovens, invisível.

Os velhos, todos sabem, não nasceram idosos. Não são tão-somente velhos; são pessoas que viveram mais. Em suas lembranças, porém, ainda habita a criança de 10 anos que um dia foi, que se encantou com o lúdico dos brinquedos da vida; o jovem de 16 que se apaixonou pela primeira vez; o adulto de 22 que sonhava em ser alguém. Neles há o homem ou a mulher que constituiu família, teve filhos, netos e até bisnetos... Amou e foi amado. Sorriu, chorou. Se emocionou. Viu tantos nascerem e morrerem.

O corpo, com os vincos dos anos, não é como máquina corroída pelo uso. É um ser vivo e racional, muito mais que matéria danificada pelo tempo. É história de uma vida vivenciada, condição esta que só o viver oferece.

Subestimar os idosos a ponto de tentar roubar-lhes o direito de ser gente de modo pleno, é uma imperdoável ingratidão, lamentável impropriedade e inaceitável injustiça. Os idosos, como cidadãos que são, têm todo o direito de usufruir de seus direitos. Direito de ir e vir, amar, ser amado, divertir-se, cultivar sua auto-estima, fazer sexo e tudo o mais que os façam se sentir vivos, felizes.

Tratar os idosos com preconceito é apontar uma arma para o coração do próprio futuro. Que é angustiadamente incerto para quem ainda não chegou lá. Mas futuro hoje presente para aqueles agraciados pela vida longa, que não merecem ser punidos por algo que a maioria dos seres vivos mais deseja: viver muito.




»Viriato Moura (25-06-2010)  


A PRISIONEIRA

A secretária anunciou que ela viria. Precisava ser atendida logo que chegasse, porque era uma prisioneira. Na hora marcada, compareceu acompanhada por um pequeno aparato policial. Deu alguns passos em direção a uma fugaz liberdade, quando deixou do lado de fora do meu consultório os agentes que a escoltavam.

Maria de Nazaré , uma morena jovem, de olhar expressivo, gestos medidos, mãe de dois filhos ainda pequenos. Veio consultar-se sobre um problema ortopédico que a afligia. Mais aflição do que problema. Foi esclarecida sobre o que tinha e recebeu as orientações médicas que precisava.

Durante a consulta, Nazaré abriu espaço para falar sobre sua inocência e das provações vivenciadas nos nove meses de reclusão, gestados sob os signos da angústia, da revolta , do sofrimento. O crime que a condenou foi o de tráfico de drogas. Pegou quatro anos. Todavia, tem esperança de ver sua pena revista. Alegou ser detenta bem comportada.

“Sou inocente, doutor”, insistia, categórica, como se eu fosse um juiz que pudesse absolvê-la. Atribuiu sua desdita à acusação feita por seu cunhado, que morava em sua casa quando lá foram encontrados pela polícia pacotes de cocaína. Nazaré falou-me de seu inferno como quem quisesse exorcizá-lo de si. Reclamou da cela muito pequena, onde mal podia se mexer; da convivência promíscua, inclusive com doentes contagiantes; da comida intragável, tanto pelo gosto como pela falta de higiene. Tédio sem fim. Pior: ela sofre de claustrofobia. Havia uma semana, teve uma crise. Queria morrer.

Em dado momento de seu sofrido desabafo, percebi mudanças no olhar de minha paciente. Como se uma luz de satisfação o iluminasse. Isto aconteceu quando desviou sua atenção para uma porta envidraçada que deixa ver a rua, com seu movimento de vida e liberdade. Em meio a essa contemplação reflexiva, eis que chega, como um convidado com hora marcada, um saltitante passarinho. O galhos delgados das roseiras do jardim da varanda de meu consultório serviam de palco para a graciosa coreografia daquele oportuno visitante de final de tarde. Nazaré, vendo a vivacidade do bichinho que chegara, disse-me que os passarinhos trazem as almas boas do céu para nos visitar. Pouco depois, lá se foi o nosso pequerrucho, com suas asas da cor da noite, alçando seu vôo de liberdade.

Já era hora de a prisioneira voltar para seu destino. Sua fisionomia, tensa no início da consulta, agora parecia aliviada, e um sorriso de sincero bem-estar lhe adornava o rosto. Do pouco que falei para ela, disse-lhe sobre a esperança de alcançar sua tão sonhada liberdade. Não prescrevi qualquer outro remédio para a minha paciente. Mas tive a convicção de que para nenhum enfermo que atendi naquele dia, mesmo para os que suprimi dores intensas e outros sofrimentos, fui tão competente como médico o quanto fui para Maria de Nazaré.




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