
»jose valdir (04-08-2010)
Espetacular, Anísio!
Todos vão gostar...
A Enid, então!
E o Menezes, penso que vai aproveitar a deixa e, provocado, escrever um pouco sobre esses velhos (não tão velhos assim) tempos, embora este assunto já o tenha abordado em outras ocasiões, aqui mesmo neste mural...
Vai que é tua, Menezes.

»Anísio Gorayeb (04-08-2010)
Saudosas Lembranças III
Voltando ao tema, iniciaremos falando dos nossos estádios de futebol. O Estádio Paulo Saldanha, mais conhecido como campo do Ypiranga, foi o primeiro estádio da cidade. A área ainda existe ate hoje, na Rua Pinheiro Machado, entre as ruas Jose Bonifácio e Gonçalves Dias. O estádio tinha suas arquibancadas de madeira, e elas se localizavam junto ao muro da Rua José Bonifácio.
Somente em 1957 foi inaugurado o Estádio Aluízio Ferreira, porém o Estádio Paulo Saldanha não foi desativado e ainda chegamos a assistir alguns clássicos regionais naquele local. Atualmente funciona no local uma casa de shows, porém ainda pertence ao Clube Ypiranga.
Além dos estádios, havia também algumas curiosidades que os mais jovens desconhecem: a litorina e a cegonha. A litorina era um pequeno trem que não puxava vagões como outros trens. Era uma versão mais compacta e mais veloz, visto que o seu peso era menor.
Era também mais confortável, e geralmente era utilizada por autoridades. Já a cegonha, não tinha conforto algum. Era uma pequena plataforma de madeira que andava sobre os trilhos, porém era movida manualmente por dois operadores, e geralmente utilizada para pequenas distâncias.
Na década de 60, o BASA – Banco da Amazônia S/A era conhecido também como Banco da Borracha. Na época dos seringais de extração de borracha, o banco criou uma linha de crédito para financiar estes serviços. Devido a essa facilidade de crédito, a maioria dos seringalistas passou a ser clientes do BASA, daí o nome de Banco da Borracha. A agência continua no mesmo local na Avenida Presidente Dutra.
Na mesma década ao lado dos correios ficava o Banco Brasil, que funcionou naquele local até o ano de 1977. Logo em seguida o mesmo imóvel abrigou a agência do BANACRE – Banco do Estado do Acre. Hoje no mesmo local está instalado o restaurante do SESC – Serviço Social do Comércio. O Banco do Brasil comprou o terreno na Rua Dom Pedro II esquina com a Rua José de Alencar para construir sua nova sede. Há 33 anos, esta é a agência centro da instituição.
Esta esquina pertencia anteriormente a Dona Maria Turca, que era mãe da Dona Labibe Bartolo. Quando éramos adolescentes, pulávamos a cerca do quintal da Dona Maria para pegar frutas. Lá havia uma grande variedade de frutas, porém a preferida era a cajarana. Só tínhamos que ter muito cuidado, pois ela não gostava que pegássemos suas frutas e, além disso, era muito brava.
Do outro lado da rua, na mesma esquina, ficava a residência do Sr. Abelardo Castro, onde é hoje o Banco Itaú. Seu Abelardo era gerente da Paraense, uma companhia aérea, e em conseqüência disso, a agência de viagens da companhia funcionava na sala da sua casa. A Paraense teve vida curta como companhia aérea.
No artigo anterior, informamos que concluiríamos o tema neste artigo. Porém entendemos que ainda temos muitas lembranças a serem descritas, e por isso voltaremos ao tema em breve.
Recordar é viver em dobro...
Fiquem todos com Deus...
Até a próxima.
ANISIO GORAYEB

»Vânia Prates (01-08-2010)
M de Maladie [Doença]
GD: Doença
Parte I.
CP: Logo após terminar o manuscrito de Diferença e repetição em 1968, você foi
hospitalizado por causa de uma gravíssima tuberculose. Você, que falou sobre o fato de
Nietzsche e Spinoza e os grandes pensadores terem saúde fraca, foi obrigado a conviver
desde 1968 com a doença. Você sabia que a tuberculose estava aí há muito tempo? Ou
sabia que seu mal estava aí há muito tempo?
GD: O mal, sim. Sabia que eu tinha algum mal há muito tempo. Mas acho que sou como a
maioria das pessoas, não tinha muita vontade de saber o que era. E, como a maioria, estava
certo de que era um câncer. Então, não tinha pressa de saber. Eu não sabia que era
tuberculose até o momento em que comecei a cuspir sangue. Sou um filho da tuberculose,
mas foi num momento em que esta doença não apresentava mais perigo algum, pois já
havia os antibióticos. Se tivesse sido dez ou três anos antes, teria sido bem mais grave. Se
tivesse sido alguns anos antes, eu não teria sobrevivido. Mas não houve problema algum.
Além do mais, é uma doença que não comporta dor. Posso dizer que estive muito doente,
mas é um grande privilégio ter uma doença sem sofrimento, que é curável, sem dor... Quase
não é uma doença. É uma doença, sim, é verdade. Mas, antes, eu nunca fui um homem
saudável. Sempre me cansei facilmente. A questão é saber se isso facilita. Se alguém que se
propõe, — nem estou falando do sucesso desta empreitada — mas alguém que quer, que
gosta e tem como proposta pensar ou tentar pensar, saber se o fato de ter uma saúde fraca
lhe é favorável. Não é que se esteja à escuta de sua própria vida, mas pensar é para mim
estar à escuta da vida. Não é o que acontece com si próprio. Estar à escuta da vida é muito
mais do que pensar em sua própria saúde. Mas acho que uma saúde fraca favorece este tipo
de escuta. Há pouco, disse que grandes autores como Lawrence ou Spinoza viram alguma
coisa grande, tão grande que era demais para eles. É verdade que não se pode pensar sem
estar em uma área que exceda um pouco as suas forças, que o torne mais frágil. Eu sempre
tive uma saúde fraca e isso ficou mais claro a partir do momento em que fui tuberculoso.
Aí, eu adquiri todos os direitos de uma saúde fraca. Sim, é como você diz.
CP: Mas a sua relação com médicos e medicamentos mudou a partir daí. Você teve que ir a
médicos e tomar remédios regularmente, o que foi uma obrigação! Ainda mais você que
não gosta muito de médicos.
GD: Não é uma questão pessoal, pois eu conheci muitos médicos encantadores. Mas é um
tipo de poder ou a forma como eles manipulam este poder que me parecem detestáveis.
Voltamos ao que já falei. É como se a metade das letras comportasse o todo. A maneira
como manipulam o seu poder é detestável. Como médicos, eles são detestáveis. Tenho um
profundo ódio, não pela pessoa dos médicos que, em geral, são encantadores, mas pelo
poder médico e pela maneira como usam este poder. Mas uma coisa me deixou feliz e, ao
mesmo tempo, é o que os chateia. Os médicos trabalham cada vez mais com aparelhos e
testes, em geral muito desagradáveis para o paciente e que parecem não ter interesse algum,
a não ser o de confirmar o diagnóstico. Mas se são médicos talentosos, estes já sabem o
diagnóstico e estas provas cruéis só vêm reforçá-lo. Eles fazem uso destas provas de uma
forma inadmissível. O que me deixou feliz foi que, sempre que eu tive de passar por um
daqueles aparelhos, meu fôlego era fraco demais para ser registrado pela máquina. E
quando tiveram de me fazer um... Não sei mais como se chama, mas é um exame do
coração que não conseguiram fazer.
CP: Uma ecografia.
GD: Sim, é isso, e tive de passar por este aparelho aí. A minha alegria foi vê-los furiosos
naquele momento. Acho que eles odeiam o pobre paciente neste momento. Eles aceitam
errar o diagnóstico, mas não aceitam que alguém não possa ser visto pela máquina. Além
do mais, eles são muito incultos. Eles são muito... Como diria? Quando eles se metem na
cultura, é uma catástrofe. A classe médica é uma gente estranha. O que me consola é que
ganham muito dinheiro, mas não têm tempo para gastá-lo ou aproveitá-lo, pois levam uma
vida extremamente difícil. É verdade que os médicos não me atraem muito. É claro que isso
independe da personalidade deles, mas quando exercem a sua função, tratam as pessoas
como cães. Aí, há de fato uma luta de classes, pois se o paciente é rico, eles já são bem
mais educados. Menos em cirurgia, que é um caso à parte. Mas os médicos precisariam de
uma reforma, pois há de fato um problema.
CP: E os remédios que precisa tomar o tempo todo?
GD: Até que eu gosto. Remédios não me aborrecem. Mas cansam, claro.
CP: Mas não é uma chatice tomar remédios?
GD: Quando são muitos, como atualmente, sim. Aquele monte de remédios de manhã cedo
parece uma besteira. Mas eu também sinto que é muito útil. Eu sempre fui a favor dos
remédios, até na área de psiquiatria. Sempre fui a favor da farmácia.
CP: E este cansaço do qual falou, que está ligado à doença, e que já existia antes da doença,
me faz pensar no texto de Blanchot sobre o cansaço na amizade. O cansaço ocupa grande
parte de sua vida. Às vezes, parece que o usa como desculpa para o que o está chateando.
Você usa o cansaço. O cansaço lhe é útil.
GD: Eu acho o seguinte... Voltamos ao tema da potência. O que é realizar um pouco de
potência, fazer o que se pode, fazer o que está na minha potência? É uma noção bem
complexa, pois o que nos torna impotentes, como uma saúde fraca ou uma doença...,
precisa-se saber como utilizá-las para, por meio delas, recuperar um pouco da potência. É
claro que a doença deve servir para alguma coisa, como todo o resto. Não estou falando
apenas em relação à vida, na qual ela deve dar um sensação. Para mim, a doença não é uma
inimiga, pois não é uma coisa que dá a sensação da morte, e sim, que aguça a sensação da
vida. Não é no sentido de: “Ah, como gostaria de viver e quando estiver curado, vou
começar a viver!” Não é nada disso. Não há nada de mais abjeto no mundo do que um bon
vivant. Ao contrário, os grandes vivos são pessoas de saúde muito fraca. Voltando à
questão da doença, ela aguça uma visão da vida, uma sensação da vida. Quando falo em
visão da vida, em vida ou em ver a vida, é ser tomado por ela. A doença aguça e dá uma
visão da vida. A vida em toda a sua potência, em toda a sua beleza! Estou seguro disso.
Mas como ter benefícios secundários da doença? É muito simples. É preciso usá-la para ser
mais livre. Tem de usá-la, senão é muito chato, pois a gente se estafa e isso não deve
acontecer. Estafar-se trabalhando para realizar alguma potência vale a pena, mas estafar-se
socialmente, eu não entendo. Não entendo um médico estressado porque tem clientes
demais. Tirar partido da doença é se libertar das coisas das quais não se liberta na vida
normal. Por exemplo, eu nunca gostei de viajar. Nunca pude, nem soube viajar. Respeito os
que viajam, mas o fato de ter uma saúde tão frágil me dava muita segurança para recusar
qualquer viagem. Sempre foi muito difícil deitar-me muito tarde. A minha saúde não me
permitia deitar tarde demais. Não estou falando em relação aos amigos, mas às tarefas
sociais. A doença me libera muito. É ótima neste sentido.
CP: Você vê esta fadiga como a doença?
GD: A fadiga é outra coisa. Para mim é: “Hoje, fiz o que pude”. A fadiga é biológica. O dia
acabou, pronto. Ele pode durar mais por razões sociais, mas a fadiga é a formulação
biológica do fim do dia. Não dá para tirar mais nada de você. Visto desta forma, não é um
sentimento desagradável. É desagradável se não se faz nada. Aí, é angustiante. Do
contrário, é bom. Eu sempre fui sensível aos estados suaves. Estas fadigas suaves. Gosto
deste estado quando ele vem no final de alguma coisa. Isso deveria ter um nome em
música. Não sei como chamariam isso. É uma coda. A fadiga é uma coda.
CP: Gostaria de que falássemos de sua relação com a comida.
GD: A velhice... A velhice, não. A comida?
CP: Sim, porque você gosta de comidas que parecem lhe dar força e vitalidade, como
miolo, lagosta, etc. Mas tem uma relação particular com a comida. Não gosta muito de
comer.
GD: Sim, para mim, comer é uma coisa... Se eu tentasse definir a qualidade de comer seria
muito chato. Para mim, comer é a coisa mais chata do mundo. Beber, sim! Mas a letra B já
passou. Beber é extremamente interessante. Comer nunca me interessou e acho chatíssimo.
Comer sozinho é terrível. Comer acompanhado muda tudo, mas não transforma a comida,
só me permite suportar comer, mesmo que eu não diga nada, e faz com que seja menos
chato. Comer sozinho... Muita gente é assim. Aliás, a maioria das pessoas admite que
comer é uma tarefa abominável. Mas é claro que tenho os meus pratos prediletos. Mas são
especiais, pois causam um nojo universal. Mas, afinal, eu bem que suporto o queijo dos
outros.
CP: Você não gosta de queijo.
GD: Dentre as pessoas que não suportam queijo, eu sou um dos raros a ser tolerante, pois
não expulso aquele que come queijo. Sempre suportei este gosto que me parece igual ao
canibalismo. Parece-me o horror absoluto. Quando me perguntam de que é composta a
minha refeição predileta, que seria uma festa para mim, eu sempre falo de três coisas que
me parecem sublimes e, no entanto, são nojentas: língua, miolo e tutano. São coisas muito
ricas e seria difícil engolir tudo isso. Mas há alguns restaurantes em Paris que servem
tutano. Mas, depois, não posso comer mais nada, pois servem uma grande quantidade.
Aliás, é fascinante. O miolo e a língua... Se eu tentasse relacionar com o que dissemos, há
uma espécie de trindade. Poderíamos dizer — e seria anedótico — que o cérebro é Deus, é
o Pai. Que o tutano é o Filho, já que está ligado às vértebras, que são pequenos crânios, e
Deus é o crânio. Pequenos crânios, vértebras... Portanto, o tutano é Jesus. E a língua é o
Espírito Santo, que é a própria potência da língua. Eu também poderia arriscar assim: o
miolo é o conceito, o tutano é o afecto e a língua é o percepto. Não me pergunte por quê,
mas sinto que são trindades. É, esta seria uma refeição fantástica para mim. Não sei se já
tive os três ao mesmo tempo. Talvez em algum aniversário. Alguns amigos teriam feito
uma refeição destas para mim. Uma festa!
Continua...

»Vânia Prata! (01-08-2010)
M de Maladie [Doença]
GD: Doença
Parte II.
CP: Mas não pode comer as três coisas...
GD: Seria demais!
CP: ... pois fala de sua velhice todos os dias.
GD: A velhice! Alguém soube falar da velhice. Foi Raymond Devos. Muitas outras coisas
foram ditas, mas ele disse o melhor para mim. Acho que a velhice é uma idade esplêndida.
Claro que há algumas chateações, tudo fica mais lento, nos tornamos lentos. O pior é
quando alguém lhe diz: “Mas não é tão velho assim!” Não entende o que é uma queixa.
Estou me queixando dizendo “Ah, estou velho!”. Ou seja, invoco as potências da velhice. E
aí, alguém me diz, com a intenção de me consolar: “Não está tão velho assim”. Eu daria
uma bengalada nele! Logo quando estou em plena queixa da minha velhice, não venham
me dizer: “Até que não é tão velho assim”. Pelo contrário, deviam dizer: “Está velho
mesmo!” Mas é uma alegria pura. Fora esta lentidão, de onde vem esta alegria? O que é
terrível na velhice? Não é brincadeira. É a dor e a miséria. Não é a velhice em si. O que é
patético, o que torna a velhice algo triste são as pessoas pobres que não têm dinheiro para
viver, nem um mínimo de saúde necessário e que sofrem. Isso é que é terrível. E não a
velhice! A velhice não é um mal em si. Com dinheiro suficiente e um mínimo de saúde, é
formidável. E por que é formidável? Primeiro, porque, na velhice, sabe-se que chegou lá. O
que é muito! Não é um sentimento de triunfo, mas chegou lá. Chegou lá em um mundo
cheio de guerras, de vírus malditos e tudo o mais. Mas conseguiu atravessar tudo isso, os
vírus, as guerras e todas estas porcarias. Esta é a hora em que só há uma coisa: ser! O velho
é alguém que é. Ponto final. Podem dizer que é um velho rabugento, etc. Mas ele é. Ele
adquiriu o direito de ser. Afinal, um velho pode dizer que tem projetos. É verdade e não é.
São projetos, mas não da forma como alguém de 30 anos tem projetos. Espero escrever
estes dois livros, um sobre a Literatura e outro sobre a Filosofia. Mas, mesmo assim, estou
livre de qualquer projeto. Estou livre de projetos. Quando se é velho, deixa-se de ser
suscetível. Não há mais suscetibilidades, não há mais decepções fundamentais. Estamos
muito mais desinteressados. Amamos as pessoas de fato pelo que elas são. Acho que afina a
percepção. Vejo coisas que não via antes, percebo elegâncias às quais eu não era sensível.
Agora, eu as vejo melhor, porque olho para alguém pelo que ele é, quase como se eu
quisesse carregar comigo uma imagem dele, um percepto ou tirar da pessoa um percepto.
Tudo isto torna a velhice uma arte. Os dias passam numa velocidade impressionante com a
escansão, a fadiga. A fadiga não é uma doença, é outra história. E também não é a morte.
Eu repito: é um sinal de que o dia acabou. Com a velhice, existem algumas angústias, mas
basta evitá-las. Elas são fáceis de serem esconjuradas. Elas são como os lobisomens ou os
vampiros, é só não estar na frente de um. Gosto desta idéia. Não se deve estar sozinho à
noite quando começa a esfriar, pois somos lentos demais para poder fugir. Então, são coisas
a evitar. A grande maravilha é que as pessoas deixam a gente de lado, a sociedade deixa a
gente de lado. Ser deixado de lado pela sociedade é uma alegria tamanha! Não que a
sociedade tenha me importunado muito, mas quem não tem a minha idade ou não está
aposentado não sabe a alegria que é ser deixado de lado pela sociedade. Os velhos que eu
ouço se lamentando são aqueles que não queriam ser velhos, que não suportam a
aposentadoria. Não sei por quê. Que leiam romances! Pelo menos, descobririam alguma
coisa. Eles não suportam. Eu não acredito, com exceção de alguns casos japoneses,
naqueles aposentados que não conseguem encontrar alguma ocupação. É uma maravilha ser
deixado de lado. Basta sacudir-se um pouco para que tudo caia. Caem todos os parasitas
que você carregou a vida inteira. E o que resta à sua volta? Só as pessoas que ama e que o
suportam e o amam também. O resto deixou você de lado. Estou falando de mim. Mas fica
muito difícil quando querem trazê-lo de volta. Não suporto isso. Eu só conheço a sociedade
através do aviso de chegada da aposentadoria todo mês. Do contrário, sei que sou um
desconhecido para a sociedade. O problema é quando alguém acredita que eu ainda faço
parte dela e que me pede uma entrevista. No nosso caso atual, é diferente, pois faz parte de
um sonho de velhice. Mas quando alguém quer me entrevistar, tenho vontade de dizer: “Tá
maluco? Você não sabia que sou um velho e fui deixado de lado pela sociedade?” Mas é
bom. Acho que estão confundindo as coisas: o problema não é a velhice, mas a miséria e o
sofrimento. Mas quando se é velho, miserável e sofredor, aí, não há palavras para dizer o
que é. Mas um velho simplesmente, que é apenas velho, é o ser.
CP: Mas como está doente, cansado e velho, fazendo a devida distinção entre as três coisas,
deve ser difícil para aqueles que o cercam e que não estão doentes, cansados, nem velhos
como você. Para seus filhos e sua mulher?
GD: Meus filhos... Meus filhos, não há muito problema. Poderia haver algum problema se
eles fossem menores, mas como já são grandes, vivem a sua vida e eu não dependo deles,
não há problema algum, a não ser problemas afetivos quando eles pensam: “Ele parece
cansado mesmo”. Mas acho que não há um problema grave com os filhos. E com Fanny,
acho que também não é um problema. Mesmo se para ela... Não sei... É difícil imaginar o
que teria feito a pessoa que ama se tivesse vivido outra vida. Suponho que Fanny teria
gostado de viajar. Ela certamente não viajou como talvez tenha desejado. Mas o que ela
descobriu que não teria descoberto se tivesse viajado? Como ela teve uma formação
literária muito forte, quantas coisas ela descobriu em romances esplêndidos que valem por
mil viagens? Claro que há problemas, mas estão acima da minha compreensão.
CP: Para terminar, quando fala de seus projetos, como o livro sobre a Literatura e o seu
último livro O que é a Filosofia?, o que há de divertido em abordá-los estando velho? Você
disse que talvez não os realizasse, mas que era divertido.
GD: É uma coisa maravilhosa, sabe? Primeiro, há uma evolução. Quando se é velho, a idéia
do que deseja fazer fica cada vez mais pura, no sentido de que fica cada vez mais refinada.
É exatamente como as famosas linhas de um desenhista japonês. Linhas muito puras.
Parece não ter nada, só uma linha muito fina. Eu só posso conceber isso como o projeto de
um velho. Algo que seja tão puro, tão nada, mas, ao mesmo tempo, seja tudo, seja tão
maravilhoso! Para conseguir alcançar esta sobriedade, só depois de muito tempo de vida. O
que é a filosofia? Acho muito divertido, na minha idade, a idéia de sair em busca do que é a
Filosofia, de ter a sensação de que sei e de que sou o único a saber. Se eu morrer atropelado
amanhã, ninguém vai saber o que é a Filosofia. São coisas muito agradáveis para mim. Mas
eu poderia ter escrito um livro sobre o que é a Filosofia há 30 anos. Eu sei que teria sido
muito... Teria sido um livro muito...
CP: Pesado?
GD: Muito diferente do que aquele que concebo agora, em que busco uma certa sobriedade.
Poderia ser bom, como poderia não ser. Mas sei que é agora que devo concebê-lo. Antes, eu
não saberia. Agora, acho que sou capaz. Mas, de qualquer forma, não seria...
Nesse Abecedário de Gilles Deleuze
(que ele solicitou só fosse veiculado,
apresentado e publicado após a sua morte)
que estou postando aqui,
à medida que meus interesse e necessidades vão
possibilitando isso, encontramos muito do pensamento
e da obra desse autor: verdadeiros estímulos à diferença
e importantes conexões com as potências de e da vida.
Ele fala sobre As Coisas da Vida e A Vida das Coisas
com tal leveza, sabedoria, descontração e pertinência
que fica muito difícil não virar "fã de carteirinha, bandeira,
crachá, registro, sindicato, fã clube e etc.,
algo que ele abominaria, certamente.
Aqui me encanta a possibilidade de um devir velho.
Sair de todos os constrangimento colocados pela sociedade
e ser efetivamente esquecido,
ainda que em alguns importantes momentos,
e resistir aos (des)encontros despotencializantes
que tanto engessam nossos processos de singularização.
E ainda assim, produzir, ser, estar e viver bem!
Acionar o devir velho - em todas as idades -
e produzir sem a preocupação da produção,
é uma possibilidade de resistência aos processos
de subjetivação dominantes.
Tal como o devir criança, mulher,
homossexual, atômico, planta, animal.
Enfim!
Li, achei interessantem porém, muito extenso!Fica ao critério do mural postar ou não!
Um forte e grande abraço!

»jose valdir (31-07-2010)
No Programa VIVA PORTO VELHO deste domingo, o Dr. Viriato Moura receberá a escritora e professora do IIPC - Instituto Internacional de Projeciologia e Consciênciologia, Lucy Lutfi. Natural de São Paulo, mas morando há alguns em Foz do Iguaçu – PR, Professora Lucy esteve em Porto Velho para lançamento de seu livro “Voltei Para Contar”, onde descreve suas duas EQM – Experiência de Quase-Morte. A mesma ministrou algumas palestras aqui na capital, sempre com temas voltados a suas experiências. Durante a entrevista serão discutidos alguns temas polêmicos como vida após a morte e reencarnação.
No quadro “Histórias da Nossa Terra”, Marlene Rolim recebe Anísio Gorayeb em sua residência para uma descontraída conversa. Marlene Rolim vai lembrar de sua chegada a Porto Velho em 1969. Casada com o empresário Geraldo Rolim, Marlene assina uma coluna social no Jornal Alto Madeira há mais de trinta anos. Tem formação superior em Letras e é advogada, assim como os três filhos: Orlando, Patrícia e Max. Suas lembranças a levaram a escrever um livro, no qual homenageia pessoas que muito fizeram pelo desenvolvimento do estado.
O VIVA PORTO VELHO é um programa independente, produzido pela New Produtora, tem a Direção Geral de Ricardo Farias, e vai ao ar todos os domingos, às 11 horas da manhã, pela Rede TV canal 17, e pela Via Cabo, canal 27.
Fonte: Ascom/Viva Porto Velho.

»Menezes (31-07-2010)
"Avacalhação e outras pérolas mais"
Até quando, teremos que aturar uma certa figura, cuja maior obra tem sido a de arrotar asneiras e tolices mil, hein? - Isso me faz volver aos ensinamentos de história, precisamente à Revolução Francesa, cujos líderes foram tragados pela tirania e a soberba desenfreada com que se engajavam na luta por mais poder... Viajo no tempo e me vejo entre os presentes que assistiam a mais um julgamento comandado por Robespierre, o qual impiedosamente proclamava culpado a todos que estavam sendo julgados e a seu ver traidores da pátria, a morrerem na guilhotina. Em dado momento, talvez um futuro condenado que ainda não havia sido denunciado insurgiu-se dentre os espectadores, acusando o então líder maior daquela revolução de traidor da França e que o desejo de Robespierre era o de mandar toda a França à Guilhotina. Resultado: a massa voltou-se em desfavor de Robespierre, prendendo-o, julgando-o por traição e o condenando à guilhotina. Dias antes desse ocorrido, Robespierre havia mandado para a Guilhotina um outro líder francês, sob argumento de traição à revolução. Antes de ser executado, Danton virou-se para Robespierre e vaticinou que a hora deste, para o bem da França estaria próxima. A história registra tais fatos.
O intróito, amigos, não se trata de destilar ódio, rancor ou outra cousa equivalente. Não e não mesmo. Tenho-o por mero protesto, até mesmo por não adentrar em mérito de coisas do tipo "avacalhação" (sic) - e a dita avacalhação, vem de onde não deveria surgir: de um certo estadista tupiniquim, cujo comportamento administrativo assemelha-se ao de um feitor ou a de um senhor feudal a tratar de seus escravos e vassalos. É ou não é preocupante.
Meses idos, constrangidos, assistimos a um espetáculo dantesco (sic) - a cena e o palco: uma reunião de senhores, numa certa ilha do Caribe a sorrirem do infortúnio de um morador do lugar que havia padecido face uma greve de fome, cuja motivação era o protesto que fazia por mais dignidade para os seus conterrâneos. Pois bem. Em determinado momento, instado acerca daquela situação, sarcasticamente, o Czar de São Bernardo teria declarado que se fosse procurado pelo inditoso, quiçá tivesse intercedido a favor deste. Outra oportunidade teve, recentemente, quando foi procurado por outro grevista que estava tendendo a se sacrificar pelos mesmo propósito que o seu infortunado extinto colega. Resultado: faltou dignidade, claro, não por parte do grevista. Graças, porém, a cousa se resolveu com a intercessão do governo hispanico e da igreja católica.
No entanto, mais uma vez, a coisa esculhamba-se ou avacalha-se mesmo. E não é que o mesmo personagem que costuma vangloriar-se de ser o mais ético, poluto e digno, dentre os homens do paíz (sic), num comício em favor da mais nova boneca da Barbie, a mais sorridente de todos os tempos, oferece-se para inteceder em favor da inditosa iraniana, condenada à morte em seu país, face acusação de adultério, cuja execução seria por apedrejamento. Notei pelas imagens transmitidas nos noticiários televisivos que o tal defensor, mesclava momentos de ironia, sarcasmo, e por que não, mero oportunismo, quiçá com o fito de angariar simpatia do público feminino, por tratar de assunto que a meu ver, caberia em outra ocasião. Por falar nisso. Que tal acionar a Chancelaria Tupiniquim para trabalhar a favor do país, hein? - Tá na hora, tá na hora...

»Menezes (31-07-2010)
Amigo Valdir, demais amigos e amigas deste Mural de Recados.
Não é de hoje, todavia e lamentavelmente, nos últimos meses, a violência tem campeado em desfavor das mulheres. A motivação: futilidades e outras barbáries que não comportam explicações. O lugar de ocorrência: aqui, brasil afora e alhures também.
Por avivar o assunto, tão em voga nos noticiários recentes, peço Vênia ao fraterno José Valdir para postar neste Mural, crônica de minha amiga virtual a Jornalista Marli Brickman a qual aborda o tema, inclusive, descrevendo-se como protagonista (eufemismo à violência que sofreu) em certa época de sua vida.
Isto posto. Infra, pois, a reprodução do reportado texto:
Violência contra a mulher: eu me manifesto. E você? Vai ficar olhando?
Marli Gonçalves(*)
Mulheres apedrejadas, esquartejadas, violentadas, exploradas, baleadas, surradas, torturadas, mutiladas, coagidas, reguladas, censuradas, perseguidas, abandonadas, humilhadas. Até quando a barbaridade inaceitável vai vigorar?
Eu me manifesto, sim, contra tudo que considero inaceitável. E não é de hoje. Desde pequena meto-me em encrencas por causa disso. Uma vez, tinha acho que uns 12 anos, e brincava na portaria do prédio quando ouvi um homem brigando com uma mulher do outro lado da calçada, ameaçando-a de morte, dando-lhe uns sopapos. Não tive dúvidas. Atravessei, entrei pequenina no meio deles, gritando forte por socorro, o que o assustou e fez com que ele parasse as agressões. Para minha surpresa, ao olhar para os lados, vi que havia muitos adultos assistindo à cena, impassíveis.
Nunca me esqueci disso. Inclusive porque, quando voltei para casa, tomei uma bronca daquelas. Atraída pelos meus gritos, minha mãe tinha ido à janela, e assistiu. "E se ele estivesse armado e te matasse?" - ouvi. Creio que respondi que nunca ficaria quieta vendo aquela cena, onde quer que fosse, e que jamais seria resignada. Dentro de minha própria casa já havia assistido a cenas que teriam ido para esse lado, não tivesse sido minha mãe uma guerreira baixinha e desaforada, ela própria vítima de um pai tão violento que não o aceitava nem em sua carteira de identidade, nem em sobrenome. Minha avó materna teria sido morta por um "acidente", em que um motorista de ônibus, que por ele teria sido pago, acelerou quando ela descia. Caiu, bateu com a cabeça na sarjeta, morrendo horas depois, de hemorragia, na pequena cidade do interior de Minas.
Anos depois, senti em minha própria pele o desespero solitário da agressão, da humilhação, do medo. Em plena juventude e viço, em uma ligação amorosa complicada, de paixão e amor intenso que vi virar violência, agressão, loucura e insegurança, só saí viva porque mal ou bem sou de circo, e protegida pelos meus santos e anjos, daqui e do céu... Tentei não envolver ninguém, resolver, e quase virei primeira página policial. Tive a minha vida quase ceifada, ora por ameaça de facadas; ora por canos e barras de ferro, ora pela perda de todas as referências, ora pela coação verbal. Os poucos e únicos amigos que ainda tentaram ajudar também entraram no rol da violência. E os (ex) amigos que viraram as costas, ou faziam-se de cegos, desses também me lembro bem; inclusive de alguns que conseguiam piorar a situação e pareciam gostar disso, insuflando. Ou se calando. Ou me afastando. Deve ser bonito ver o circo pegar fogo.
Desespero solitário, sim. Não há a quem recorrer. Polícia? Apoiam os homens. Delegacia da Mulher? Na época não existia, mas parece que sua existência só atenuou a dimensão do problema, que pode acontecer em qualquer lar, lugar, classe social. Lei? Veja aí a Lei Maria da Penha. Pensava já naquele tempo, meu Deus, e se eu ainda tivesse filhos para proteger, além de mim? Não poderia ter me livrado - concluo ainda hoje, pasma em ver como a situação anda, em pleno Século XXI. Hoje, acredito que curei minhas feridas, que não foram poucas, especialmente as emocionais.
Há semanas venho tentando defender, aqui do meu cantinho, a libertação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, mais uma das mulheres iranianas cobertas da cabeça aos pés pelo xador, a vestimenta preta que é uma das versões mais radicais do véu muçulmano. Mas esse, a roupa, não é o maior problema dela e de outras iranianas. Viúva, dois filhos, em 2005 Sakineh foi presa pelo regime fundamentalista do Irã. Em 2007, julgada. A pena inicial foram 99 chibatadas. O crime, adultério! Sua pena final, a morte por apedrejamento.
Uma história que lembra a fascinante personagem bíblica de Maria Madalena, a moça que aguardava a morte por apedrejamento até ser salva por Jesus Cristo. Cristo provocou com uma frase que ficou célebre, e revelou-se futurista: "Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra". Esses iranianos estão querendo matar Sakineh e outras a pedradas, e com pedras pequenas, para que sofram mais; talvez porque sejam, acreditam, muito puros? A sharia, lei islâmica, devia prever cortar dedos, língua, furar os olhos desses brucutus modernos, hitlers escondidos sob mantos religiosos, protegidos por petróleo e riquezas?
Não bastasse a novela de Eliza Samudio que, morta ou não, faltou ser chutada igual bola, e de tantas jovens, inclusive adolescentes, mortas pelos namoradinhos, a advogada que morreu no fundo da represa. Todo dia tem violência. No noticiário ou na parede do lado da sua, no andar de baixo, no de cima, na casa da frente.
Nem bem a semana terminou e outro caso internacional estava na capa da revista Time, com o propósito de pedir a permanência das tropas de ocupação no Afeganistão. Na foto, na capa, a imagem chocante da afegã Aisha, 18 anos, que teve o nariz e as orelhas decepados pelo Talibã. Foi a punição à sua tentativa de fugir de casa, de uma família que a maltratava. Agora, Aisha está guardada em lugar sigiloso, com escolta armada, paga pela ONG Mulheres pelas Mulheres Afegãs. Deve ser submetida a uma cirurgia para a reconstrução do rosto. No Irã, ou melhor, globalmente, porque lá nada se cria, se estabeleceu a campanha "Um Milhão de Assinaturas exigindo mudanças de leis discriminatórias", com protestos e abaixo-assinados, de grupos internacionais de mulheres e ativistas, organizações de direitos humanos, de universidades e centros acadêmicos e iniciativas de justiça social, que manifestam o apoio às mulheres iranianas para reformar as leis e conseguir o mesmo estatuto dentro do Irã legal do sistema.
O que há? O que está havendo? Mulher é menos importante? A realidade: em cerca de 50 pesquisas do mundo inteiro, de 10% a 50% das mulheres relatam ter sido espancadas ou maltratadas fisicamente de alguma forma por seus parceiros íntimos, em algum momento de suas vidas; 60% das mulheres agredidas no ano anterior à pesquisa o foram mais de uma vez; 20% delas sofreram atos muito fortes de violência mais do que seis vezes. No Brasil, a violência doméstica é a principal causa de lesões em mulheres entre 15 e 44 anos; 20% das mulheres do mundo foram vítimas de abuso sexual na infância; 69% das mulheres já foram agredidas ou violadas. No Nordeste, 20% das mulheres agredidas temem a morte caso rompam a relação; no geral, 1/3 das mulheres agredidas continuam a viver com os seus algozes. E continuam sendo agredidas. É pau, é pedra, é o fim do caminho.
Estudos identificam, ainda, uma lista de "provocadores" de violência: não obedecer ao marido, "responder" ao marido, não ter a comida pronta na hora certa, não cuidar dos filhos ou da casa, questionar o marido sobre dinheiro ou possíveis namoradas, ir a qualquer lugar sem sua permissão, recusar-se a ter relações sexuais ou suspeitar da fidelidade, entre eles.
Até quando ficaremos assistindo a esse filme? Chega. Foi como li a conclamação da amiga e uma das mais respeitáveis profissionais de comunicação do país, Lalá Aranha, em seu Facebook: "Não posso entender como em pleno século XXI as mulheres brasileiras são tão molestadas. Precisamos fazer algo neste sentido. Quem me acompanha?"
Adivinhem quem foi a primeira a responder? Eis, assim, aqui, também, minha primeira contribuição.
São Paulo, onde as pessoas se isolam, na aridez e grandeza de suas dimensões, mas ainda podem ter seus gritos ouvidos, 2010.
• (*) Marli Gonçalves, jornalista. Inconformada. Espevitada e livre, fiquei feliz quando outro dia me contaram que debaixo da pesada burca as mulheres andam completamente nuas. Será verdade?

»jose valdir (29-07-2010)
O AMOR, ESSE QUE É DE VERDADE
O amor, esse que é de verdade, mexe e move até pedras...
Ainda não vi amor maior que aquele de Jesus Cristo por nós...Ah, quanto amor!
E aquele que dá à vida à morte para que haja vida? Amor de quem por quem? Amor de mãe é assim; amor de quem, verdadeiramente, ama, é assim!
Adoro ouvir uma criança dizer "eu te amo, papai!", "eu te amo, mamãe"! É que há verdade, e muito longe, lá no infinito, ela deixa a hipocrisia, a falsidade, a angústia que causa esse gesto inconsequente, de quem não ama, mas com doçura amarga diz amar...E o pior é que é mais fácil representar o gesto da falsidade do que exprimir o gesto da verdade, do indubitável amor! Já vi gente que ama de verdade ter acanhamento para afagar o coração da pessoa amada...Ao contrário, para dizer que "é grande o meu desprezo por ti", "eu te odeio", nenhuma parcimônia é percebível...E sabe por que as flores choram nos jardins, conquanto belas, perfumadas e brejeiras? Dão mais importância ao consumo sexual do que ao romantismo que sempre reservou às flores, à elegância, à nobreza nos gestos e ao amor, a mais sublime e arrebatedora maneira da entrega pelo coração, pela alma e pela essência da nossa natureza: amar! Do tanto que já amei, em vez alguma, foi tão melhor quanto àquela que começou por causa do amor...A entrega física, assim, simplesmente assim, suscita desamor e conspira contra o que de melhor mora no nosso coração: o amor!
Esteja sempre de mãos dadas com o amor em tudo que fizer; em todos os gestos que houver; em todas as atitudes, acenos e manifestações com os quais interage com o meio que o cerca. As flores vão adorar, os poetas vão ser mais românticos e eivados de lirismo e até os brutos, realmente, também vão amar!(josé valdir pereira)

»Vânia Prata! (25-07-2010)
Meu estimado poeta!
Assumo que sumi um pouco daqui, mas vc nem imagina o quanto aqui me fez falta!
Estive presente ao Orkut, não nego, mas tem momentos que a "mesmice" me instiga a dentoná-lo...
Se ainda não o fiz, foram amizades assim como a tua e de várias outras, que ainda me deixam navegando nesses mares virtuais!
Jamais
quero perde-los de vista...
E outra, com um pouco mais de tempo, retornarei a esse espaço tão rico e gostoso de visitar!
Um beijo, poeta!

»João Paulo das Virgens (25-07-2010)
Meu nobre Amigo, Professor, Poeta, Cantor, Historiador, Escritor e Humanista José Valdir:
através de você amigo quero aqui prestar minha homenagem a todos os escritores de Rondônia pelo dia 25 de Julho, dia maior para aqueles que dedicam suas vidas as letras.
A você nobre amigo e a todos que escrevem neste cantinho, e aos escritores rondonienses e brasileiros minha homenagem e carinho por vocês serem os verdadeiros luminares da nossa cultura e da nossa língua.
Um abraço a todos escritores e aos amantes das letras.
João Paulo das Virgens
Vilhena, 25 de julho de 2010.