
»Célia - MS (23-06-2010)
Oi querido poeta, Passei pelo seu cantinho
Saudades de ti.

»Viriato Moura* (23-06-2010)
RECORDAÇÕES DO VELHO SÃO JOSÉ
As lembranças que tenho do Hospital São José podem ser divididas em três períodos de minha vida. O primeiro, da infância e adolescência. Depois, quando estudante de medicina. Finalmente, quando aqui cheguei como médico.
O Hospital São José, localizado na rua Irmã Capelli, no centro de Porto Velho, foi o nosocômio referência de nossa população desde sua inauguração, no dia 7 de setembro de 1929, então de propriedade da Prelazia de Porto Velho, sob o comando de Monsenhor Pedro Massa. Em sua segunda fase, a partir de 1943, o hospital foi adquirido pelo governo do Território do Guaporé e teve como seu primeiro diretor o Dr. Ary Tupinambá Penna Pinheiro.
Quando ainda pertencia à congregação salesiana, o hospital era administrado pelas freiras, que o mantinham impecavelmente limpo e bem arrumado. Depois que passou para o governo, o aspecto organizacional daquela unidade de saúde perdeu qualidade.
Meu primeiro contato com o velho hospital do passado de nossa cidade foi como visitante de enfermos amigos de nossa família, pioneira nesta região. Daquele tempo, quando ainda muito jovem, lembro-me da figura curiosa (e atemorizante para as crianças) de Morcego. O serviçal, de nome Gilberto, que era porteiro daquela unidade de saúde, recebeu o apelido face sua semelhança com o mamífero hematófago voador. Negro, de baixa estatura, era dado a “voar” irritado atrás de infantes que tentavam visitar alguém no hospital. Morcego detestava crianças. Estas, por sua vez, tinham medo dele. Mas mesmo assim, não perdiam oportunidade de lhe chamar pelo epíteto, principalmente quando lhes barrava a entrada no hospital. Transtornado com isso, ele sempre retrucava com muitos palavrões. A propósito, a despeito de não ter sido bem aquinhoado fisicamente, era um incorrigível admirador das beldades de então, em particular de suas belas pernas, que acintosamente fitava. Certa ocasião, uma delas, incomodada pelo olhar voluptuoso de Morcego para sua torneada anatomia, desferiu-lhe certeiro tapa no rosto.
Quando estudante de medicina, entre os anos 1969 e 1974, nos períodos de férias que passava aqui, frequentava o hospital em busca de conhecimentos. Lembro do dia em que o Adelino, meu tio, o primeiro médico de nossa família, pediu a seu amigo Dr. Rachid Jaudy, cirurgião que deu importante contribuição a esta comunidade, que permitisse que eu o auxiliasse em suas cirurgias. Rachid, gente boa que só ele, convidou-me para participar de uma apendicectomia, que iria proceder em seguida. Por sorte minha em termos de aprendizado, o paciente possuía um apêndice retrocecal, condição anatomicamente mais rara. Com grande habilidade, o exímio cirurgião ao tempo em que me explicava os tempos cirúrgicos, retirava o apêndice infeccionado. Nesse período, também acompanhei , no ambulatório de clínica médica, o Dr. Hamilton Raulino Gondim, médico de nomeada que também deixou seu nome gravado na história dos benfeitores desta terra. Com o Dr. Ary Pinheiro, tive pouco contato. Mas o admirava pelo vasto saber. Além de médico, era profundo conhecedor de nossos índios, de nossas flora e fauna.
Depois de concluir minha especialização em ortopedia e traumatologia, no Rio, retornei a Porto Velho para começar minha atividade profissional, em março de 1977. Vindo de um centro avançado, foi um choque para mim atuar num hospital de tão limitadas condições técnicas como o São José. Assustava-me ver o descaso de alguns para com a assepsia e a anti-sepsia. Era comum ver cirurgiões entrarem nas salas cirúrgicas sem as sapatilhas sobre os sapatos, geralmente empoeirados ou sujos de lama (a maioria de nossas ruas não era calçada ou asfaltada). As máscaras, quando usadas, por vezes eram erroneamente colocadas abaixo do nariz, justamente a maior fonte de contaminação da face da equipe cirúrgica. O índice de infecção pós-operatória, diante disso, era alto.
O Hospital São José funcionou até 12 janeiro de 1983, quando foi inaugurado o Hospital de Base Ary Pinheiro, construído no governo de Jorge Teixeira. Sendo seu primeiro diretor, tive a oportunidade de participar ativamente desse que foi o mais importante momento da assistência médico-hospitalar da história de Rondônia. O velho e cansado de guerra Hospital São José e a Maternidade Darcy Vargas davam lugar àquela imponente estrutura de 400 leitos e avançada tecnologia. Nascia assim um novo tempo para a medicina em Rondônia.
*Médico, escritor, poeta, artista plástico, membro da Academia de Letras de Rondônia e Presidente da Academia de Medicina em Rondônia

»jose valdir (20-06-2010)
Não me lembro que haja outro semelhante aos meus queridos amigos, Menezes, Viriato e Anisio, com tanta facilidade para trazer a todos nós belas e inolvidáveis lembranças que viveu Porto Velho-RO, desde que era apenas um projeto de vida nessa imensidão região amazônica, sem aquela pesada e convencional forma literária, que mais parece querer provar o monopólio e a propriedade que têm sobre os fatos.
Não faz muito tempo, conversei com o maior carnavalesco, sambista e poeta Bainha e, nessa conversa, descobri outra memória, biblioteca cultural fantástica, célula vida da história de Rondônia.
Ainda bem que contamos com a presença dessas preciosidades neste Mural.
Ainda estou estudando a forma de como, o compadre Dada e eu (proposta dele), vamos trabalhar todo o material já postado no Mural, para transformá-lo num extraordinário livro.
Não é fácil, mas um dia sai.
Adoro a presença desses ícones neste Mural.

»jose valdir (18-06-2010)
Nossa! Esse elogio veio do céu!
Obrigado Graça.
E tudo por causa de querer fazer o melhor para e pelo ledor!
Valeu!
Vou continuar caprichando nas qualidades e lapidando o que ainda é áspero!

»Graça Baẽta - Rio de Janeiro (18-06-2010)
É Fácil falar de uma pessoa especial como o poeta Valdir Pereira.
Difícil seria ñ ter o q falar durante o pouco tempo q o conheço. Porém me parece esta distância de tempo tão pequena, em relação à condulta ética, moral e humana deste escritor q, além de tudo o q se trata de inteligência, é uma pessoa esplêndida! Em caráter e carisma.
Confesso a todos q jamais vi com poucas restrições, poucos escritores presentear livros...e ele assim o fez comigo. Mandou-me aqui no Rio de Janeiro um de seus livros magníficos!!! Deu-me um de poesias, onde, em momentos q necessito de dedicar a alguém uma palavra de carinho recheada de poesia, é lá em suas páginas q percorro.
Particularmente, ñ costumo chamá-lo de querido amigo, e sim, amigo querido! E ai está minha admiração por este ser humano especial, e poeta das rosas q encanta e perfuma minha vida com a essência de suas lindas poesias! Amo de coração este escritor:"José Valdir!!!!

»Viriato Moura (18-06-2010)
DE CARA COM O CONTRADITÓRIO
Poucas são as pessoas que se postam serenas diante da contestação de suas palavras, de seus atos. As críticas, ainda que anunciadas como construtivas, reforçadas com o apaziguador “é para seu bem”, raramente são assimiladas como tal.
Encarar o contraditório sem reação emocional negativa requer amadurecimento e consciência de que podemos não estar certos, ainda que tenhamos convicções fortes de que estamos. Porque muitas coisas parecem que são, têm tudo para ser, porém não são.
Quem se propõe a evoluir em direção do acerto precisa lidar bem com aqueles que não concordam consigo. Isto, todavia, não deve ser sentido tão-somente por uma posição adversária que quer nos combater, quer nos desqualificar; prejudicar-nos, em suma.
As discordâncias, os confrontos de idéias, são salutares para qualquer relação humana que pretenda se construir cada vez melhor no campo pessoal e coletivo. Aquele que sente o contestador tão-somente como um adversário a combater perde a oportunidade de aprender com ele e até de se aliar a ele se for o caso. O célebre escritor francês Victor Hugo endossa, em citação figurada, essa assertiva: ”Do atrito de duas pedras chispam faíscas; das faíscas vem o fogo; do fogo brota a luz”.
Ser tomado pela luz do conhecimento requer estar preparado para enfrentar a contestação. Mas esse confronto não deve ser contaminado pelas emoções menores que geram a discórdia. Há os que, em nome da vaidade pessoal, mesmo sabendo que transitam por via errada se mantém nela apenas para não se submeter à opinião daqueles que sabem do caminho certo. Refutam até, a ponto de desobedecê-los, os sinais explícitos de que o abismo se aproxima.
A humildade de nos aceitarmos equivocados quando, comprovadamente, estamos não é uma ato de subserviência, mas de sabedoria.
Subserviência é aceitar, sem querer, o que está errado, o que não é justo.
Ao darmos de cara com o contraditório, não nos assustemos, se acharmos que temos nossas razões. A atitude mais sábia é captar, com calma e atenção, espírito desarmado, o que quem discorda de nós tem a dizer. Somente depois de entendermos suas razões e compararmos com as nossas é que teremos melhores condições de decidir com quem está a razão.
Mas isso só será possível se nos despirmos dos sentimentos menores que atravancam a nossa caminhada em direção a luz do saber. Livres deles o quanto possível e imbuídos das verdadeiras razões para buscar a razão verdadeira, certamente a encontraremos na maioria das vezes.

»Maria Vânia Leite Negrão _18-06-2010 (18-06-2010)
0lá Mano, depois de estar ausente algumas dias, volto ao convivio deste Mural prestigiado por tantos amigos intelectuais e importantes.
Quero registrar minhas saudades, juntamente com meu esposo Luis Negrão, que também e um assídio leitor e admirador do Poeta e cunhado que tem, como se diz...pois pois, sempre exclamando, quando ler a página das Variedades.
Hoje está explêndida, e quero resaltar os pensamentos mais especiais que nos faz meditar e sentimos dentro vivendo tal como se ... É e somos! Tomo a liberdade de citar no espaço que me permitdo aqui, pensamentos para uma reflexões.
"Devemos viver a vida de forma que nossos descendentes tenham orgulho de nós como seus antepassados."
(Shmuel Lemle)
"Não há propósito mais sublime na vida de alguém, que amar ao próximo como a si mesmo; mas, na impossibilidade dessa atitude divina, respeitar o outro é, igualmente, um gesto similar!"
(josé valdir pereira)
"Atrás de ti vais encontrar tua essência a velar pela tua integridade; tua consciência a zelar pela tua autenticidade, para que ajas sempre de forma correta e não despertes sofrimento ao teu coração!"
(josé valdir pereira)
"Todo mundo tem um talento. O que é raro é a coragem de seguir o talento para o lugar escuro onde ele leva."
( Erica Jong)
Obrigada a todos que nos prestigiam com relatos diversos, principalmente com os que resgatam a História de nosso Querido Estado de Rondonia, e poesias que alimentam nossos espíritos!
Saudades de todos, mais saibam que estou todos dias aqui presente e acompanhando-os.

»Menezes (18-06-2010)
Ainda sobre os astros do futebol de Rondônia. Não poderia olvidar-me daquele que nos deixou meses idos. Refiro-me a Gainete, cuja presença aos sábados e domingos marcava-a entre amigos, no Mercado Central de nossa Capital, na banca da Dona Zenilda. Brilhou em especial no Moto Clube. Hoje fulgura na constelação d"outra galáxia.
Conforme já reportei reiteradas vezes, neste Mural de Recados, Gainete reclamava o porquê da demora da entrega à população do Mercado Central, o qual vinha passando por restauração, revitalização ou seja lá o que for. Não viveu para ver o logradouro revitalizado(sic). Os amigos da Confraria da Banca da Tia Zenilda, todavia não o esqueçeram. É só conferir aos sábados e domingos, tão logo o alvorecer. Da pauta a ser tematizada, o extinto arqueiro é assunto que não falta e segundo Jairo Guedes, Porta-Voz da confraria, em breve Gainete será cantado em prosa e verso. Quiçá o imortal Lúcio seja o empreendor de tal obra literária. Afinal de contas, no carnaval passado, Gainete foi tema de um Bloco Carnavalesco.
Mas, deixando de lado as reminiscências. Vamos ao presente, amigo José Valdir. Que coisa boa, hein! - Caso prospere. Reporto-me à decisão do T.S.E, cuja Corte em atendimento à uma consulta popular decidiu que aqueles possuidores de condenações proferidas por Colegiado, mesmo anterior ao pleito eleitoral de outubro próximo, estarão impedidos de concorrem a cargos eletivos, ou seja, estão inelegíveis. E mais: os Tribunais Regionais Eleitorais deverão seguir tal ditame. Tenho que até o final do ano, muitas Fundações pseudo-assistenciais cerrarão suas portas e quiçá também, seus fundadores recolham-se às grades. Não às grades de magníficas mansões, mas as de um cubículo. Espero que a decisão do T.S.E seja também pacífica no S.T.F vez que tal Corte de Justiça, por certo será instada acerca do assunto, proximamente.

»Menezes (18-06-2010)
Depois de muitas luas, amigo José Valdir, volvo a esse maravilhoso recanto, não sem antes deleitar-me com os mais variados artigos a tratar de coisas mil, postados por ilustres da comunidade rondoniense, neste democrático Mural de Recados.
Vossia instou-nos a rememorar os bons tempos de nosso futebol amador. Lembrou-nos de um dos ídolos do "Tricolor da Madevia", o então centro-avante Mauro. Exímio goleador. Mauro também fez história no futebol boliviano, em cujas canchas atuava por ocasião do recesso futebolístico em nossa terra. Pois bem. Por falar do assunto, meu caro poeta. Na tarde de ontem estive a confabular com o Eduardo, filho do Gervásio, lá no Betus Bar, oportunidade em que aquele reportou-me que o zagueiro voador do Moto Clube e Flamengo coleciona pérolas da época de ouro do futebol local. Na viagem que empreendemos, a tratar de futebol, enes craques que já partiram para outra galáxia, desfilaram e perfilaram em nosso jogo de lembranças. Alguns, pois: Willian, jogou no São Domingos e Ferroviário; Edson Alencar, goleiraço do Moto Clube e Ferroviário; Zé Oto e Zé Antonio, ambos arqueiros do Ferroviário, este último jogou ainda no Ypiranga; Manoel, centro-avante do Motaço; Láercio, goleiro de nacionalidade boliviana, todavia coração brasileiro, jogou no Botafogo; Raimundão e Geraldão, zagueiros do Botafogo; Cláudio Paixão, Botafogo; Carlos Malony, Botafogo; Bentinho, São Domingos e Moto Clube; Emídio, São Domingos...
Falando de outras coisas de antanho. E as festas de junho, hein? - As Quadrilhas do folclorista, carnavalesco, futebolista e também bancário Agostinho, popularmente conhecido por "Bizigudo" ; a do Galdino dos Correios; a do Seu Joventino. E os Bois, também, hein? Corre-Campo; Flor-do-Campo; Malhadinho e ...

»Kedma O´liver (17-06-2010)
Poeta querido:
leio sempre que possível o mural e vejo que a maioria das postagens é sobre a cidade de vocês.
Gosto de ler também sobre filmes e educação. Hoje quiz partilhar com você uns versinhos sobre umacidade que eu amo, embora não more nela.
abraços
CORES DE BELO HORIZONTE
Kedma O’liver
Minha cidade é feita de azul, verde, preto e cinza;
como um pequeno arco-íris sem os seus matizes.
O azul está no céu cheio de passarinhos que voam, voam... e voltam para os ninhos
O verde está na plantinha que vejo da minha janela dos matos, árvores e gramas sempre viçosas e belas.
Preto nos muros e no asfalto parecendo muita sujeira, mas a gente olha ou pisa e leva na brincadeira.
O céu muitas vezes é cinza, parece que vai chover, mas sempre é poluição que não nos deixa ver.
Amo esta cidade que é muito especial, é Belo Horizonte querida, a minha terra natal.