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29-03-2010 - Nossa Opinião
Em Porto Velho (foto da beira-rio Madeira), tudo continua do mesmo jeito, de uns tempos pra cá: uma minoria contando a história de Rondônia de forma psicodélica, e outra demonstrando que há controvérsias. Na verdade, os que vão chegando, querem reinventar a história; os que chegaram também, mas antes, há mais tempo, querem dar sutis pinceladas na história, tipo, não foi bem assim. Jamais pude imaginar que a capital de um dos Estados mais pujantes na atualidade brasileira, tivesse sua origem tão recontada, reescrita e questionada. Mas, tudo que queriam recriar, os mortos, de Roquete Pinto à Esron Menezes, já deixaram escrito nas linhas traçadas por suas mãos divinas. A quem interessa ou para quê, por exemplo, discutir que o Território Federal de Rondônia era para ser batizado, quando criado, com o nome de Território Federal do Mamoré? Está tão interessante fazer incursões sobre a gênese de Rondônia e de sua capital, que tem poeta virando historiador, a ponto de um genuino historiador descarregar: .."Ele devia continuar poeta...". falta à Porto Velho o que jamais deixaram faltar nas outras capitais: estruturas não governamentais organizadas, capazes de oficializar, homologar o que é certo e o que é falso ou engano, em qualquer área do saber, do conhecimento, da cultura e da história. Senão, já, já qualquer norueguês, inglês ou americano do norte vai escrever sua versão sobre a história de Rondônia, e muitos serão seus seguidores. Eu sempre questionei a que veio o Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia. Já devia editar um livro, escrito pelos historiadores da casa, fechando questão sobre a história de Rondônia, sua capital e cidades mais desenvolvidas.(jose valdir pereira)
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